O avanço do Ethereum além de US$ 4.800 acionou quase US$ 388 milhões em liquidações vinculadas ao token nas últimas 24 horas, dados mostram, marcando o maior fluxo de liquidações entre todos os ativos cripto.
A liquidação geral representou US$ 769 milhões liquidado em todo o mercado, com mais de 183.000 traders forçados a fecharem suas posições. A maior operação individual foi uma ordem de swap de ETH de US$ 10 milhões na OKX, um valor incomum para o token, que normalmente fica atrás do Bitcoin em termos de posições.
Liquidações servem como um lembrete claro de quão frágil pode ser o posicionamento no mercado de cripto. Quando os traders entram com alavancagem e o mercado se move contra eles, as exchanges intervêm e fecham automaticamente essas apostas.
Uma enxurrada de liquidações longas pode redefinir o mercado para uma recuperação mais limpa, enquanto um conjunto de liquidações curtas pode impulsionar o próximo avanço.
O movimento ocorreu enquanto o Ether subia quase 15% para um recorde de US$ 4.885, depois que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sugeriu que cortes de juros poderiam ocorrer em setembro. O Bitcoin ficou atrás, com ganho de 4% a US$ 113.000, enquanto o CoinDesk 20 Index subiu 9%.
Analistas dizem que o rali não é apenas uma operação macro. Compras institucionais e alocações de tesouraria adicionaram um impulso, alimentando a especulação de que Ethereum pode se tornar a blockchain preferida de Wall Street.
“A nova máxima histórica do Ether é um claro sinal de demanda dos investidores além do Bitcoin”, disse Samir Kerbage, diretor de investimentos na Hashdex, em e-mail à CoinDesk. “Eu espero que o ETH ultrapasse US$ 10 mil assim que começarmos a ver soluções de stablecoins sendo implementadas para pagamentos dentro dos EUA.”
Essa meta de US$ 10 mil, antes considerada excessivamente otimista, vem sendo expressa cada vez mais à medida que o Ethereum se consolida como a espinha dorsal para stablecoins, tokenização e contratos inteligentes. O ganho no ano até aqui para o ETH chega a 45%.