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CEO do Telegram, Durov, critica prisão na França como ‘absurda’, preso em loop de reporte a cada 14 dias

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O CEO do Telegram, Pavel Durov, condenou sua prisão pelas autoridades francesas como “absurda” do ponto de vista legal e lógico, um ano depois de ter sido detido por quatro dias por supostas atividades criminosas em sua plataforma.

O bilionário nascido na Rússia permanece preso na França sob supervisão judicial, obrigado a se apresentar à polícia a cada 14 dias, sem data de recurso agendada, descrevendo a situação como sem precedentes para um CEO de tecnologia.

Os problemas legais de Durov começaram em 24 de agosto de 2024, quando a polícia francesa o prendeu no aeroporto de Le Bourget, perto de Paris, sob acusações incluindo facilitação de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e fornecimento ilegal de serviços criptográficos.

Mais tarde ele foi liberado mediante fiança de €5 milhões, mas pode enfrentar uma sentença de até 10 anos de prisão e uma multa de €500.000 se condenado.

O caso centra-se em alegações de que os recursos de criptografia do Telegram e a moderação de conteúdo limitada permitiram que redes criminosas realizassem atividades ilícitas que somam bilhões.

Autoridades francesas argumentam que a plataforma se tornou um mercado de serviços ilegais, enquanto Durov afirma que o Telegram segue padrões da indústria e responde a todas as solicitações legais.

Apesar das investigações em andamento, os promotores têm dificuldade em identificar conduta criminosa específica de Durov ou do Telegram.

O CEO revelou que a polícia francesa não seguiu os procedimentos legais adequados antes de sua prisão, ignorando protocolos exigidos que poderiam ter sido descobertos com uma simples pesquisa.

Plataforma Combate Redes Criminais Enquanto Enfrenta Pressão Regulatória

O Telegram emergiu como um campo de batalha principal entre a aplicação da lei e organizações criminosas que operam ecossistemas de mercado sofisticados.

A plataforma removeu milhares de canais conectados aos mercados chineses Xinbi Guarantee e Huione Guarantee, após investigação da Elliptic, revelando mais de US$ 35 bilhões em transações ilícitas.

Huione Guarantee, ligada à elite governante do Camboja e ao Lazarus Group da Coreia do Norte, operou como o maior marketplace ilícito da história, com US$ 27 bilhões em transações.

A plataforma oferecia serviços que iam desde lavagem de dinheiro e documentos falsos até operações de tráfico humano disfarçadas como empresas de TI legítimas em toda a região Sudeste Asiático.

No entanto, os esforços de fiscalização enfrentaram o “efeito hidra”, já que a atividade criminosa migrou imediatamente para plataformas sucessoras.

Tudou Guarantee absorveu os usuários deslocados da Huione em questão de semanas, processando volumes de transação iguais, enquanto várias plataformas menores experimentaram aumentos de 400% no volume.

As Nações Unidas estimam que a atividade criminosa baseada no Telegram gere até US$ 36,5 bilhões anualmente, principalmente usando o stablecoin USDT da Tether.

Redes criminosas exploram a criptografia da plataforma para comunicação, gestão de reputação e resolução de disputas, enquanto evitam os sistemas bancários tradicionais.

O Telegram implementou mudanças de políticas desde a prisão de Durov, agora compartilhando endereços IP de usuários e números de telefone com as autoridades mediante ordens judiciais válidas.

A plataforma atualizou seus termos de serviço e removeu recursos problemáticos, enquanto utiliza inteligência artificial para detectar material ilícito.

Defensores da Privacidade Apoiam a Luta pela Liberdade de Expressão do CEO Enfrentando Críticas

A luta de Durov gerou um debate global sobre a responsabilidade das plataformas, a privacidade dos usuários e os limites da livre expressão.

Defensores da privacidade, incluindo Edward Snowden e Elon Musk, criticaram as autoridades francesas, chamando a prisão de uma intervenção governamental excessiva contra plataformas de comunicação criptografada.

O CEO mantém que o Telegram nunca comprometerá a privacidade do usuário, apesar da pressão regulatória, afirmando que a empresa prefere sair de certos mercados do que introduzir backdoors de criptografia.

Na verdade, em sua seção de comentários, ele foi acusado de fornecer acesso de backdoor. Ele afirma que está “pronto para morrer — nenhuma terceira parte tem acesso às mensagens privadas no Telegram”.

Ele enfatizou que os criminosos simplesmente migrariam para aplicativos com menos regulamentação, enquanto cidadãos cumpridores da lei sofrem com segurança comprometida.

Durov mencionou tentativas legislativas francesas de exigir acesso de backdoor para a aplicação da lei, alertando que tais vulnerabilidades poderiam ser exploradas por hackers, agências de inteligência estrangeiras e cibercriminosos.

A empresa afirma nunca ter divulgado conteúdo de mensagens privadas durante seus 12 anos de operação.

A notícia Telegram CEO Durov critica França pela prisão ‘absurda’, preso em loop de reporte de 14 dias, apareceu pela primeira vez no Cryptonews.

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