A oscilação do Bitcoin (BTC) entre a recente máxima histórica e os limites inferiores do intervalo de negociação é um sinal de que os investidores estão digerindo o movimento, e não de fraqueza do mercado.
De acordo com o relatório Bitfinex Alpha de 18 de agosto, o BTC atingiu um recorde de US$ 123.640 antes de recuar 5,44% do pico ao menor valor, retornando à extremidade inferior de seu intervalo de negociação estabelecido.
A recuada ocorreu após leituras de inflação ao consumidor e ao produtor nos EUA mais altas do que o esperado, o que temperou o apetite por risco entre as classes de ativos.
Desde então, o Bitcoin entrou em uma fase de consolidação, com os investidores adotando uma postura de espera diante de possíveis sinais de política. Por ora, o BTC continua oscilando entre a sua máxima histórica e os limites inferiores do intervalo local de negociação, refletindo um período de digestão, e não fraqueza estrutural.
O relatório observou que a probabilidade de um ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve ainda neste ano pode oferecer um cenário de suporte tanto para o Bitcoin quanto para o Ethereum (ETH).
Até lá, os traders devem esperar condições de faixa dominantes, com a volatilidade moldada pelos dados macroeconômicos que chegam.
Altcoins sob pressão
Nesse ambiente, as altcoins permanecem mais vulneráveis do que as maiores moedas. A liquidez está se concentrando em Bitcoin e Ethereum, enquanto a rotação de capital para fora de ativos de maior beta deixa tokens menores expostos a recuos mais acentuados.
Esse padrão é típico nas fases iniciais de mercados em alta, onde os fluxos institucionais se consolidam primeiro em BTC e ETH antes de se expandirem para o mercado mais amplo.
Uma quebra decisiva acima das máximas históricas nesses ativos seria o catalisador-chave para novos fluxos de capitais e maior força no mercado.
O Ethereum tem desempenhado um papel crítico ao definir o tom para ativos digitais. Das mínimas de abril de US$ 1.386,80, ETH subiu para US$ 4.783,90 em 14 de agosto, menos de 2% abaixo de sua máxima histórica de US$ 4.864,90. O avanço reforçou o status do Ethereum como principal impulsionador de liquidez fora do Bitcoin, com seu desempenho alimentando nova especulação em altcoins.
A rotação fica evidente na Dominância do Bitcoin, que caiu de 65% para 59% nos últimos dois meses. Historicamente, quedas nessa dominância têm acompanhado períodos de especulação acelerada em ativos alternativos.
Enquanto os ativos principais se consolidam, o capital continua se movendo ao longo da curva de risco, uma dinâmica que pode persistir até surgir um catalisador macroeconômico claro.
A consolidação do Bitcoin abaixo de US$123.000 reflete cautela, e não fraqueza do mercado.
Este artigo foi originalmente publicado no CryptoSlate.