Após enfrentar uma queda superior a 55% no início deste ano e ficar para trás diante de pares em meio a um sentimento de aversão ao risco impulsionado por tarifas, o ether (ETH) protagonizou uma recuperação poderosa, segundo um relatório da Citi (C) divulgado na terça-feira.
A segunda maior criptomoeda está agora com cerca de 30% de alta no ano, testando a dominância do bitcoin (BTC) de uma forma não vista desde o final do ano passado. Desta vez, porém, o Ether está ganhando participação de mercado em vez de cedê-la, afirmou o relatório.
Os ETFs à vista de Ether (ETFs) têm registrado um aumento na demanda. Os fluxos líquidos acumulados já ultrapassam US$ 13 bilhões, em comparação com 2,6 bilhões de dólares em abril, escreveram os analistas Alex Saunders e Nathaniel Rupert.
À medida que os saldos dos ETFs aumentam, os fluxos passam a desempenhar um papel mais direto na dinâmica de preços, disseram os analistas.
Empesas de tesouraria de Ether também entraram na demanda, com grandes compras iniciadas em maio. Suas participações coletivas giram em torno de US$ 10 bilhões, de acordo com os valores de mercado atuais, enquanto as avaliações acionárias dessas empresas se ampliaram juntamente com a alta do Ether, observou o relatório.
Dados de blockchain mostram carteiras grandes acumulando Ether, enquanto investidores menores reduzem a exposição. Os saldos de Ether em exchanges centralizadas continuam a cair, sinalizando uma reversão de oferta para on-chain. Essa dinâmica pode estar ampliando a última perna de alta, criando um efeito de aperto, acrescentou o relatório.
Embora a alta tenha sido acentuada, os analistas do banco alertam que isso não é puramente técnico. A atividade on-chain tem aumentado, reforçando a movimentação com fundamentos mais sólidos. Combinado a um cenário macro que se assemelha a um ambiente de “goldilocks” — nem quente nem frio demais — o ressurgimento do Ether pode ganhar fôlego, especialmente com sinais regulatórios favoráveis e narrativas otimistas em jogo.
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