O MetaMask lançou a funcionalidade de login social, permitindo que usuários criem e recuperem carteiras de autocustódia usando contas do Google ou da Apple, eliminando a necessidade de gerenciar manualmente as tradicionais frases de recuperação de 12 palavras, mantendo o controle total sobre as chaves privadas.
A funcionalidade combina autenticação Web2 familiar com técnicas criptográficas avançadas, incluindo Funções Pseudorrandômicas Oblivious com Limiar (Threshold Oblivious Pseudorandom Functions) e Shamir Secret Sharing para garantir que nenhuma entidade única possa acessar as credenciais da carteira.
Configuração em duas etapas mantém a segurança ao eliminar o gerenciamento da seed phrase
Os usuários fazem login com credenciais do Google ou da Apple e criam uma senha exclusiva, que, em conjunto, desbloqueia as Frases de Recuperação Secretas geradas localmente sem comprometer os princípios de autocustódia.
A MetaMask ressalta que nem a empresa nem os provedores de login social podem recuperar chaves privadas ou frases de recuperação de forma independente, mantendo o modelo de segurança descentralizado da carteira.
“Nenhuma entidade única, nem mesmo a MetaMask, pode acessar todas as peças necessárias para recuperar sua SRP, preservando a natureza de autocustódia da sua carteira”, disse a empresa.
A inovação atende a erros comuns dos usuários, incluindo perda de frases de recuperação e práticas inadequadas de backup, que causam perdas significativas de criptomoedas entre usuários comuns.
O login social permite restauração contínua da carteira entre dispositivos, exigindo autenticação social válida e senhas criadas pelo usuário para recuperação.
A MetaMask se junta a outras carteiras importantes, incluindo Phantom e Trust Wallet, ao oferecer opções de autenticação social, com o recurso alimentado pela infraestrutura Web3Auth, adquirida pela ConsenSys em junho de 2025.
Lançamento da stablecoin posiciona a MetaMask como plataforma financeira de serviço completo
A MetaMask anunciou planos para MetaMask USD (mUSD), tornando-a a primeira carteira de autocustódia a emitir uma stablecoin nativa integrada ao ecossistema de aplicações descentralizadas.
O token será lançado nas redes Ethereum e Linea, com planos de integração de pagamentos no mundo real por meio do MetaMask Card até o final do ano.
A iniciativa de stablecoin baseia-se em propostas de governança que vêm circulando desde agosto, descrevendo parcerias com Stripe para infraestrutura de pagamentos e a rede M⁰ para emissão descentralizada.
O mUSD visa atuar como moeda base em todo o ecossistema de 30 milhões de usuários da MetaMask, ao mesmo tempo em que suporta protocolos DeFi para empréstimos e oportunidades de yield.
A iniciativa coincide com a adoção crescente de stablecoins por empresas após a aprovação do GENIUS Act, que estabeleceu marcos regulatórios que distinguem stablecoins como ferramentas de pagamento, e não como produtos de investimento.
Grandes empresas, incluindo Western Union, Interactive Brokers e Remitly, anunciaram planos para integrar stablecoins para modernização de pagamentos.
O mercado de stablecoins já atingiu mais de US$ 250 bilhões em capitalização, com o Governador do Federal Reserve Christopher Waller reconhecendo que 99% do valor das stablecoins está atrelado ao dólar.
Esse posicionamento pode ajudar a manter a dominância do dólar como moeda de reserva global por meio de maior acessibilidade internacional.
Olhando para o futuro, as atualizações técnicas e de stablecoin da MetaMask visam a adoção pela massa, reduzindo barreiras técnicas enquanto mantêm os princípios de autocustódia que distinguem criptomoedas de serviços bancários tradicionais.
Os usuários terão acesso a serviços financeiros integrados, incluindo pagamentos, swaps e ponte entre redes, diretamente na interface da carteira, mantendo o controle total sobre seus ativos.
A postagem MetaMask Adds Google and Apple Login to Simplify Self-Custodial Wallet Access apareceu pela primeira vez no Cryptonews.