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Partido de oposição argentino vota para reabrir investigação sobre Milei no escândalo LIBRA

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Partidos de oposição da Argentina reacenderam uma investigação estagnada sobre o papel do presidente Javier Milei no escândalo LIBRA, aproveitando novas acusações de corrupção que abalaram o governo apenas algumas semanas antes das eleições de outubro.

A comissão, criada pela primeira vez em abril, mas amplamente paralisada por entraves burocráticos e congressionais, foi reativada em 28 de agosto, depois que gravações vazadas implicaram Milei e sua irmã Karina em um esquema de suborno separado.

As gravações, pertencentes ao ex-advogado presidencial e funcionário do governo Diego Spagnuolo, continham alegações de transações de propina em troca de favores. Spagnuolo posteriormente admitiu que as gravações eram autênticas.

Reação pública impulsiona a investigação

O escândalo provocou uma onda de raiva pública. Na quarta-feira, manifestantes atiraram alface e lixo em Milei durante uma aparição pública, ato que ganhou manchetes em todo o país.

Embora não haja feridos, o incidente evidencia o descontentamento crescente contra a administração do presidente. A nova controvérsia deu novo impulso à investigação LIBRA. Ela havia perdido força após Milei dissolver sua força-tarefa inicial em maio.

A questão LIBRA gira em torno de alegações de negociação com informações privilegiadas e de um esquema de pump-and-dump ligado ao token digital, um caso que os promotores dizem ter envolvido os mais altos níveis de poder na Argentina.

Maximiliano Ferraro, um legislador da Coalizão Cívica ARI e chefe do novo órgão investigativo, disse que a comissão pretende estabelecer se ocorreu conduta inadequada. Ferraro afirmou que a investigação foi reacendida porque restam dúvidas sobre se houve negociação com informações privilegiadas.

Jogo político às vésperas das eleições

Cinco partidos de oposição, representando 136 dos 257 deputados, votaram para reabrir o caso, apesar da resistência dos aliados de Milei.

A comissão definiu o prazo para apresentação do relatório em 10 de novembro, semanas depois que os argentinos forem às urnas.

A investigação soma-se aos desafios crescentes que Milei enfrenta ao navegar por uma presidência já pressionada pela turbulência econômica e pelo descontentamento crescente. A combinação de escândalos de corrupção e investigações reacesas pode pesar fortemente no seu futuro político.

Embora o escândalo LIBRA tenha abalado a comunidade cripto da Argentina, as alegações mais amplas de suborno e abuso de poder atingiram o público de forma mais profunda. Com as eleições se aproximando, o desfecho da investigação e suas consequências políticas permanecem incertos.

O post Partido de oposição argentino vota para reabrir investigação sobre o presidente Milei no escândalo LIBRA foi publicado originalmente no CryptoSlate.

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