A Gemini, cuja apresentação de IPO tão aguardada chamou nova atenção para o gigante de pagamentos Ripple, com a exchange divulgando uma linha de crédito de US$75 milhões da empresa, acompanhada de uma expressiva perda financeira.
Em documentos apresentados à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) em 15 de agosto, a Gemini revelou uma perda líquida de US$ 282,5 milhões no primeiro semestre, quase sete vezes maior do que o déficit de US$ 41,4 milhões do ano anterior. A receita caiu para US$ 67,9 milhões, ante US$ 74,3 milhões.
A Gemini, que pretende usar o ticker “GEMI” na Nasdaq, está em posição de se tornar a terceira exchange de criptomoedas a negociar publicamente nos EUA, após Coinbase (COIN), que estreou na Nasdaq em 2021, e Bullish (BLSH), proprietária da CoinDesk, cujas ações foram listadas na New York Stock Exchange na semana passada.
O papel da Ripple na listagem se destacou. No documento, a Gemini afirmou ter firmado um acordo de crédito com a Ripple Labs em julho, concedendo acesso a empréstimos de até US$75 milhões, com a opção de ampliar a linha de crédito para US$150 milhões se determinados critérios forem atendidos.
Cada retirada deve ter pelo menos US$5 milhões e tem juros de 6,5% ou 8,5%, garantida por garantias colaterais.
Além disso, assim que o empréstimo superar os US$75 milhões iniciais, as solicitações podem ser denominadas em RLUSD, a stablecoin lastreada em dólar da Ripple. Até a data de apresentação, no entanto, não havia saques efetuados dentro da linha de crédito.
O acordo de crédito com a Gemini coloca o RLUSD diretamente na jogada como opção de liquidação para uma importante plataforma de negociação dos EUA — uma indicação inicial de que a Ripple quer que sua stablecoin concorra com os dois líderes de mercado, USDT da Tether e USDC, emitidos pela Circle Internet (CRCL).