O uso corporativo de criptomoedas está evoluindo além dos pagamentos, com várias empresas adotando Bitcoin (BTC) e outros ativos digitais como reservas centrais de tesouraria. Um relatório divulgado na quinta-feira pela empresa de rating Morningstar DBRS alerta que essa estratégia pode elevar os perfis de risco de crédito.
De acordo com BitcoinTreasuries.net, aproximadamente 3,68 milhões de BTC (valor aproximado de US$ 428 bilhões em 19 ago) estão mantidos por empresas, fundos negociados em bolsa (ETFs), governos, protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) e provedores de custódia. Isso representa cerca de 18% do fornecimento circulante de Bitcoin.
Os fundos dominam 40% das posses, seguidos por empresas de capital aberto com 27%. Essa exposição permanece altamente concentrada. Uma empresa, Strategy (MSTR), controla mais de 629.000 BTC, representando 64% de todas as reservas de tesouraria de empresas públicas, observou o relatório.
A Morningstar DBRS destacou uma série de vulnerabilidades nas estratégias de tesouraria de criptoempresas, incluindo incerteza regulatória, desafios de liquidez durante períodos de volatilidade e exposição a contrapartes de câmbio.
A forte dependência de reservas em Bitcoin pode pressionar a gestão de liquidez, enquanto as rápidas oscilações de preço do ativo aumentam o risco.
O estudo também observou que diferentes tokens apresentam questões distintas de tecnologia e governança, e a custódia, seja realizada internamente ou por terceiros, continua sendo uma preocupação crítica de segurança.
A adoção corporativa de estratégias de tesouraria em cripto deve crescer, liderada por empresas como Strategy e MARA Holdings (MARA). Morningstar DBRS alertou que concentração, volatilidade e complexidade regulatória significam que tais estratégias podem remodelar de forma significativa como os mercados de crédito avaliam o risco corporativo.
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