A Tether reverteu sua decisão de congelar os contratos inteligentes do USDT em cinco blockchains, afirmando que os tokens nessas redes permanecerão transferíveis, embora não mais suportados para emissão ou resgate.
Principais pontos:
- A Tether não congelará mais o USDT em cinco blockchains, mas encerrou a emissão e o resgate nessas redes.
- As redes afetadas, incluindo Omni Layer e EOS, representam uma pequena parte da circulação total de USDT.
- A Tether está se concentrando em ecossistemas de alta demanda como Ethereum e Tron, onde a maior parte da atividade de USDT ocorre atualmente.
A stablecoin emissor fez o anúncio na sexta-feira, citando feedback de participantes do ecossistema. As redes afetadas são Omni Layer, Bitcoin Cash SLP, Kusama, EOS e Algorand.
“A Tether revisou essa abordagem e não congelará mais os contratos inteligentes nessas redes”, afirmou a empresa, acrescentando que os usuários ainda poderão mover seus tokens, mas não contarão com suporte oficial daqui em diante.
A fase de descontinuação da Tether atinge a Omni Layer com US$ 82,9 milhões em USDT circulando
Essa mudança afeta uma parte relativamente pequena da footprint total do USDT. Omni Layer, antes um veículo principal para a Tether, atualmente possui US$ 82,9 milhões em USDT circulando.
EOS fica atrás, com US$ 4,2 milhões, enquanto as redes restantes possuem cada uma menos de US$ 1 milhão, de acordo com a DeFiLlama.
A Tether começou a reduzir o suporte a essas cadeias em 2023, interrompendo a nova emissão na Omni, Kusama e Bitcoin Cash SLP em agosto do ano passado.
EOS e Algorand seguiram em junho de 2024. A posição revisada da empresa mantém as transferências de tokens funcionais, mas confirma que não retomará a cunhagem ou os resgates.
A decisão reflete a estratégia da Tether de focar em cadeias com alta demanda e ecossistemas de desenvolvedores robustos.
Essa mudança ocorre à medida que o apoio político dos EUA às stablecoins ganha impulso. A recente aprovação da GENIUS Act, assinada pelo presidente Trump, visa consolidar a dominância do dólar ao respaldar stablecoins lastreadas no dólar em mercados globais.
O Departamento do Tesouro espera que o mercado de stablecoins supere US$ 2 trilhões até 2028, uma projeção que coloca maior ênfase em liquidez, interoperabilidade e alinhamento regulatório em todo o ecossistema. A última movimentação da Tether reforça uma mudança pragmática em direção a esse futuro.
Conforme reportado, o CEO da Ripple, Brad Garlinghouse, disse que o setor de stablecoins está prestes a um crescimento explosivo, projetando que o mercado possa aumentar de US$ 250 bilhões de capitalização atual para até US$ 2 trilhões em um futuro próximo.
“Muitas pessoas acham que ele atingirá entre US$ 1 e US$ 2 trilhões em poucos anos”, disse Garlinghouse, acrescentando que a Ripple está posicionada para se beneficiar dessa trajetória.
Enquanto isso, a Western Union está se posicionando para uma nova fase de transformação digital, sinalizando grande interesse em usar stablecoins para modernizar suas operações globais de remessas.
O CEO Devin McGranahan descreveu como as stablecoins podem simplificar transferências transfronteiriças, melhorar a conversão de moedas em mercados carentes e oferecer ferramentas financeiras para populações lidando com moedas locais instáveis.
O post Tether Scraps USDT Freeze Plan on Five Chains, Ends Issuance and Redemption apareceu pela primeira vez em Cryptonews.