Autoridades europeias estão acelerando os planos para um euro digital após Washington ter aprovado uma lei abrangente de stablecoins que muitos em Bruxelas veem como uma ameaça à competitividade da moeda única da UE.
Segundo o Financial Times, pessoas próximas às negociações disseram que a mudança começou depois que os EUA aprovaram a Lei Guia e Estabelecimento da Inovação Nacional para Stablecoins dos EUA, conhecida como a Lei Genius.
Desde então, autoridades têm repensado como o projeto europeu deveria ser estruturado.
Ação rápida dos EUA na regulação de cripto pressiona UE a acelerar planos
Sancionada em lei pelo presidente Donald Trump em julho, a Lei Genius estabelece as primeiras regras abrangentes para o mercado de stablecoins, avaliado em US$ 288 bilhões.
Sob a legislação, emissores de tokens lastreados no dólar devem manter reservas plenas em ativos líquidos, cumprir obrigações de licenciamento e atender a padrões rigorosos de relatório. Defensores argumentam que o arcabouço fortalece a proteção do consumidor, mantendo espaço para inovação, um equilíbrio que reguladores vinham buscando.
Na Europa, a rápida ação de Washington deixou os formuladores de políticas apreensivos, que vinham avançando com seu próprio projeto de forma mais cautelosa.
Debate Ganha Força Entre Blockchain Pública Versus Livro-razão Privado para o Euro Digital
Fontes dizem que autoridades estão debatendo se o euro digital deve operar em uma blockchain pública como Ethereum ou Solana, uma mudança em relação aos planos anteriores que favoreciam um livro-razão privado controlado pelo Banco Central Europeu.
Defensores afirmam que usar uma blockchain aberta permitiria que o euro circulasse mais amplamente, enquanto críticos alertam que redes públicas expõem transações à vigilância e levantam preocupações com privacidade.
Defensores Argumentam que Blockchain Aberta Pode Expandir o Alcance do Euro Além da Europa
O Banco Central Europeu começou a estudar a ideia de um euro digital em outubro de 2021. Desde então, o projeto tem sido visto como uma moeda digital de banco central. Seu objetivo é complementar o dinheiro vivo e se adaptar a uma economia mais digital. Além disso, visa garantir aos europeus acesso contínuo ao dinheiro do banco central. Por fim, busca reduzir a dependência de fornecedores de pagamento estrangeiros.
Hoje, redes internacionais de pagamentos lidam com a maior parte dos pagamentos na zona do euro, com empresas não europeias dominando entre 68% e 72% das transações.
Oficiais temem que, sem ação rápida, o arcabouço regulatório dos EUA possa acelerar a demanda global por tokens lastreados no dólar. Como resultado, o papel do euro em pagamentos transfronteiriços pode enfraquecer gradualmente.
A escolha de design tem peso geopolítico. Um sistema privado, administrado pelo BCE, refletiria a abordagem do banco central chinês para o yuan digital, que é fortemente controlado. Um euro baseado em blockchain público, em contraste, estaria mais próximo do modelo promovido por firmas privadas nos EUA.
Alguns formuladores de políticas argumentam que um euro digital em uma blockchain aberta poderia fortalecer o alcance da moeda além do bloco.
Outros temem que isso abra a porta para riscos que a Europa tem tentado conter há muito tempo. Por enquanto, ambas as opções permanecem na mesa, mas o debate ganhou urgência após a ação de Washington.
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